Ok, eu devo parar de falar sobre o clima. Isso não interessa tanto.
Eu prometi a dieta da bolacha - até agora, foram 13 bolachas - mas eu comi besteira, droga Leite em pó, duas colheres de feijão, um minusculo pedaço de cenoura ralada - é incrível como 1/3 de uma cenoura média pode encher meu pratinho - e mais leite em pó com nescau. Ele é a minha droga, odeio tê-lo em casa, esse lixo que me faz engordar e meu estômago doer, mas acalma a língua e a mente - é uma droga, não sei me livrar dela.
Eu me senti renovada enquanto caminhava, entre as árvores da trilha e sozinha, sem preocupações além do fone horrendo quebrado que eu tinha, mas foi gostoso. Uma hora caminhando, será que me fará mais magra? Tenho que me controlar, tenho que manter essas drogas longe de mim - o doce maldito que me acalma e me deixa gorda. Talvez eu deva recorrer ao cigarro, ou o gosto do sangue que escorre de meus pulsos.
Meio dia e meio ainda, e eu sinto que já vivi o suficiente desse dia. Forço a estar magoada por algo estúpido - preciso sentir algo, mesmo que seja ruim - forço a acreditar que gostava dele, e que estou magoada. Mas é tão estranho me sentir vazia e forças as emoções. É como se minha vida tivesse sido sugada de mim, e eu estou me apagando como a chama no restinho da vela.
Então talvez eu deva seguir Kurt Cobain, afinal, sua filosofia me parece tão correta. Talvez eu deva me esforçar para realizar as metas - manter-me pura e perder peso, finalizar as pequenas coisas da vida para não ter uma corrente em meus pés - talvez meu final seja como de todos os outros astros do rock e pessoas bem sucedidas, pensadores, pessoas que viveram tanto em tão pouco tempo.
Talvez eu deva queimar de vez do que continuar me apagando aos poucos.



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